quinta-feira, 14 de setembro de 2023
FESTAS INESQUECÍVEIS
Quando falamos do Igarapé do Lago não podemos deixar de falar nas memoráveis festas tradicionais que sempre fizeram parte da vida de nosso povo. Assim, no dia 02.02.1960 Cirilo Simões, subprefeito do Igarapé do Lago, fez o registro fotográfico de uma destas Festividades. Podemos ver em primeiro plano no canto inferior esquerdo com um sinal próximo do olho esquerdo o jovem Raimundo Prigintino que era filho da Dona Chicuta, logo atrás dele de perfil é o Rubens José do Carmo, no centro da imagem o José Libório, atrás a mocinha sorrindo com os braços levantado é a Domingas Queiroz, os demais não conseguir reconhecer. Quem conseguir identificar mais alguém por favor escreva abaixo para atualizarmos nossa legenda.
Nesta outra imagem é possível ver a felicidade no rosto dos participantes. No canto inferior direito a Dona Alice e o Santa Rosa conhecido como Caieira, logo atrás o seu Graça, no canto superior esquerdo a Deusarina Queiroz, atrás Rubens do Carmo, ao lado deste o José Enús, a Raimundinha e mais a frente com vestido estampado e brinco branco é a Josefa Lau (Zezinha). Os demais quem conseguir identificar por gentileza escreva abaixo.
Essa
foto registra o nosso nostálgico Barraco que em tempos remotos era o espaço onde
se realizava todos os grandes encontros da comunidade, os aniversários, as
festas sociais, as rodadas de Batuque e Marabaixo, até mesmo os comícios
políticos. Foi um espaço construído com a colaboração de toda a comunidade, a
construção foi encabeçada por Sérgio Barreto e Vitor Ataíde que juntamente com
contribuição de algumas pessoas que trabalhavam no garimpo do Gaivota, no rio Vila
Nova (João Arrelias, Lázaro Macêdo,Tiago Velho,José Maia, Raimundo Ataíde, José Dário), e mais a colaboração da população local foi possível concluir a obra. Não
sabemos a data exata da inauguração, sabe que o espaço começou a funcionar no
início da década de 1950.
domingo, 2 de agosto de 2020
DANÇARINAS DO IGARAPÉ DO LAGO 1979
Foto histórica das dançarinas do Igarapé do Lago,
02.07.1979, podemos ver em primeiro plano a dona Zezinha, ao lado senhora de costas?,
a senhora de lenço na cabeça é a dona Venina Barreto, a última de lenço no
canto direito é a dona Antônia Caprestana, atrás da dona Zezinha de lenço é a
Dona Maria Picanço (Maria do Neto), e atrás dela com a mão levantada próximo a
bandeira é a dona Joana Lau.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
INAUGURAÇÃO DO POSTO DE SAÚDE
Foto da inauguração do Posto Médico do Igarapé do Lago em
08 dezembro de 1980. Momento em que foi realizado uma ação social com vários
serviços de saúde dentre os quais vacina, exames, consultas em várias
especialidades inclusive com médicos pediatras. Na época o Dr, Iacy Alcântara, foi
o responsável pela coordenação dessa ação de saúde. A atividade teve a presença
do Governador do Território Anníbal Barcellos e do Prefeito Murilo Pinheiro que
havia sido nomeado como Prefeito de Macapá a pouco mais de três meses como ele
mesmo enfatizou em seu discurso, o subprefeito do Igarapé do Lago na época era o
Sr. Waldir Ribeiro Paes que aparece na fotografia acima.
A imagem acima registra o momento em que as crianças
estavam sendo atendidas pelo médico pediatra, logo após a inauguração do posto
de saúde.
quinta-feira, 2 de julho de 2020
02/07 - DIA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE - IGARAPÉ DO LAGO
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| Foto: UFIL |
HISTÓRICO DA FESTIVIDADE EM HONRA A Nª Sª DA
PIEDADE
A Festividade em honra a Nossa Senhora da Piedade, teve início no dia 02 de julho de 1868 com a introdução do novenário e da primeira folia em louvor a Mãe de Deus, sendo impulsionada nas últimas décadas do século XIX, introduzida pelo casal de escravos alforriados Custódia e Marçal Macêdo que após receberem a liberdade em Mazagão, transferem-se para a Vila de Igarapé do Lago e iniciam os primeiros cultos em Louvor a referida Santa. A Folia da Mãe de Deus da Piedade expressa os sentimentos mais profundos do povo Igarapé do Lago. Os cantos, os ritmos, as rezas e o próprio jaculatório de Nossa Senhora enfatizam uma forma ritualística de diálogo com Deus e a virgem Maria, entoada em forma de suplica, agradecimento e pedido de perdão, reflete a fé, o amor e a devoção de nossa gente. Referendando assim, o caráter religioso e popular da Folia da Mãe de Deus que reproduz a essência do modo simples de viver do povo do Igarapé do Lago.
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Foto: FUNCULT/PMM 02.07.1980 - Da esq. p/ dir: Todo de branco José Abdon (Abédão) - Heitor Lemos - Raimundo Lau e na frente com a bandeira Estevão do Espirito Santo |
A festividade possui uma estrutura ritualística respeitada pelos moradores, sendo o batuque o ponto principal da comemoração cultural. Os instrumentos usados no batuque são rústicos e fabricados por pessoas da própria comunidade, alguns, entretanto, existem a dezenas de anos. São três os tambores de formatos cônicos denominados de cupiúba, macacaúba e cajuna, além dos ganzás (tabocas) e o rapador. A bandeira é um símbolo, com a imagem de Nossa Senhora da Piedade, representa a fé e o respeito cristão, é ornamentada com plantas caseiras e silvestres como: cróto, bambú, samambaia e tajá. Sendo esta manuseada com bastante habilidade durante a Procissão da "Meia Lua (Procissão Fluvial)", pois segundo os antepassados ela não pode tocar na água.
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| Foto: UFIL - 2010 |
O grupo de foliões é composto por 35 devotos que desempenham variadas funções como: mestre-sala (cantador), mantenedor, porta-bandeira, talabarda e os percussionistas. Além, de 80 bailantes que dançam durante batuque segurando a barra da saia, dando volta e cantando o coro das músicas tiradas pelo cantador. Ademais a Festividade é realizada de modo dinâmico e festivo proporcionando aos devotos uma rica e motivadora experiência coletiva de fé e espiritualidade, com envolvimento sociocultural e religioso dos Foliões e da comunidade de Igarapé do Lago, transformando-se assim num grande espaço de interação, fé e cultura. Oportunizando aos partícipes o conhecimento e valorização da cultura local, contribuindo com preservação, fortalecimento, difusão e a manutenção deste legado cultural.
TEXTO ESCRITO POR: JOSÉ MARIA P, DIAS
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| Foto:UFIL - 2010 |
domingo, 28 de junho de 2020
GAROTOS DO IGARAPÉ DO LAGO - 02.02.1960
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| Foto: Cirilo Simões - 02.02.1960 |
Pessoal me ajudem a identificar essas
celebridades do Igarapé do Lago, preciso fazer uma legenda na foto para que
essas personalidades de nossa terra não sejam esquecidas. Conseguir identificar
alguns: O segundo garoto agachado na frente é o Valdemir Paes (Bulaia). Na
primeira fileira em pé da esquerda para a direita temos o Edilson Carmo
(Mingau), Antonio Ataíde (Pombo Roxo), parece o Tiaguinho (esposo da Rildilma)
e o Raimundo Paes (Mongó). Na fileira em seguida não reconheci ninguém e na
última fileira o primeiro parece ser o José Ataíde (Pirulito), e ao lado dele
parece o Adervan Lacerda, não tenho certeza, os outros não reconheci quem
souber por favor me ajude a identificar.
Essa foto registra um momento históricos dos
garotos do Igarapé do Lago no dia 02.02.1960. A fotografia é de Cirilo Simões, que
na época era subprefeito do Igarapé do Lago. Temos a oportunidade de ver por
trás dos garotos o antigo centro comunitário do Igarapé do Lago conhecido pelos
moradores como barraco. Nesse espaço era realizados todos os grandes encontros
da comunidade, os aniversários, as festas sociais, as rodadas de Batuque e
Marabaixo, até mesmo os comícios políticos.
domingo, 21 de junho de 2020
SOLDADO EM CAMPO DE BATALHA
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| Foto: José Maria Dias |
Há pessoas que nascem como uma estrela sempre a brilhar, seres iluminados, anjos sem asas, guerreiros de luz, seres que espalham alegria, felicidade e amor por onde passam. Assim, podemos definir Benedito de Souza Guimaraes, Cabo B. Souza, conhecido como pescoço de Fanta, ou simplesmente como ele gostava que as pessoas o chamassem Bené ou B. Souza. São tantas as definições para nomear uma pessoa tão especial que sempre nos recebia com um sorriso no rosto ou uma nova piada para nos contar. B. Souza era um ser daqueles que a generosidade estava acima de tudo, paciente, bondoso que abria as portas de sua casa para todos que lhe procurasse, foram tantas as pessoas que este homem ajudou e algumas de certa forma criou que com certeza Deus em sua infinita bondade e justiça já reservou um espaço para ele na morada eterna.
B. Souza
sempre foi um soldado em campo de batalha, motivado a servir ao próximo e a
lutar pelo que ele acreditava. Um combatente que venceu muitas batalhas e lutou
pela vida até o último momento e com certeza será sempre lembrado por seus
parentes e amigos pelo seu sorriso, suas brincadeiras e por sua amizade. A dor
é grande, a saudade nos inunda e a tristeza nos consome, mas sabemos que Deus
chama seus melhores soldados para as maiores batalha e B. Souza foi escolhido
para ir para o paraíso e de lá nos iluminar com sua luz.
A comunidade
do Igarapé do Lago também perde mais um de seus grandes colaboradores, B. Souza
embora tenha nascido em Macapá adotou o Igarapé do Lago como sua terra, tendo
trabalhado mais de 15 anos de sua vida nessa Comunidade e contribuído também
com seu desenvolvimento. Ajudando muito com a Festa de N. S. da Piedade na
década de noventa quando era comandante da corporação da PM que atuava no Igarapé
do Lago, um dos grandes entusiastas para construção do aquartelamento que
existe hoje no na comunidade, tendo inclusive sugerido o espaço de formatura, e
as acomodações para oficiais e praças existente dentro da unidade.
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| Foto: José Maria Dias |
Anteriormente na década de setenta, quando B. Souza, foi comandante da corporação da PM no Igarapé do Lago, período em que a Policia Militar do Território do Amapá estava recém-criada, B. Souza sugeriu que estendesse a Jurisdição da polícia a todas as comunidades do Rio Vila Nova que pertenciam ao Munícipio de Macapá. É interessante destacar que B. Souza ajudou a fortalecer a equipe de futebol do Igarapé do Lago, jogando ao Lado do Bulaia, Josino, Waldir Paes, Baibi, Chico Bundinha, Zacarias e outros, B Souza ajudou a classificar a equipe do Igarapé do Lago para disputar pela primeira vez no Estádio Glicério Marques o torneio interdistrital, jogando na posição de zagueiro contribuiu com a equipe em 1977, para fazer grandes exibições ficando assim em terceiro lugar na competição.
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Foto: FUNCULT Da esq. p/ dir.: ? - B. Souza - Bulaia - Josino - Agachados: Chico Bundinha - Zacarias - ? - Waldir Paes. |
O sorriso e a alegria de B. Souza serão imortalizados em nossos corações e nós guardaremos em nossa memória seu legado de amor e paz. Já que a saudade é eterna suas boas lembranças nos confortarão!
quinta-feira, 11 de junho de 2020
ASPÁSIA STELA E BEN-HUR ALVES
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| Foto: Blogue do João Silva |
“UM AMOR ESCRITO NAS
ESTRELAS”
Ela:
Aspásia Stela Marinho Alves
Nascida sobre a égide do signo de gêmeos no dia 25 de maio de 1922, na cidade de Chaves, era filha do casal Waldemar da Silva Marinho e Raimunda Neri Marinho. Aspásia causou-se pela primeira vez, ainda bem jovem, com senhor Horácio Mendes Ferreira com quem concebera os filhos: Horácio e Ernani. Após a morte de seu marido Aspásia resolve sair de sua terra natal e tentar a vida no recém criado território do Amapá, chegou em Macapá, no dia 12 de fevereiro de 1946.
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| Foto mais antiga: Osmar Marinho |
Assim, com pouco mais de um ano depois, Aspásia é nomeada na Divisão de Educação pelo Governador Janary Nunes, no dia 12 de abril de 1947, como extranumerária mensalista designada para desenvolver a função de Professora auxiliar referencia IX, com exercício na escola Isolada Mista do Igarapé do Lago. Neste sentido, chega no Igarapé do Lago no dia 01 de março de 1948, iniciando suas atividades docentes no dia 04 de março do mesmo ano, momento este que ocorreu a inauguração da escola da comunidade, sendo Aspásia Stela a primeira professora a atuar no sistema regular de ensino do Igarapé do Lago.
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| Fonte: Biblioteca Elcy Lacerda |
Ben-Hur Correa Alves
Nasceu sobre a égide do signo de sagitário no dia 07 de dezembro de 1914, no Estado de Pernambuco, filho do Coronel João Honório Alves e Dona Sidônia Corrêa Alves, chegou no Igarapé do Lago ainda adolescentes em 15 de setembro de 1930, dia em que seu pai faz a compra da “Fazenda Nazaré”, uma grande extensão de terras que tornaria em alguns anos depois, o Coronel João Honorário um dos mais bem sucedido fazendeiros da localidade.
Herdeiro nato da propriedade, quando seus
pais se transferem para Belém do Pará em 1943, o destino quis que Ben-Hur
fizesse a opção em permanecer na localidade. Assim, quando Aspásia Stela chega ao Igarapé
do Lago em 1948, Ben-hur era proprietário da metade da Fazenda Nazaré e também
era um dos maiores comerciante da localidade, além de ser uma das grandes
lideranças sociais da Comunidade.
A UNIÃO MATRIMONIAL
Assim sobre a cumplicidade da mãe natureza
iniciam as primeiras trocas de olhares, as primeiras conversas, o primeiro
encanto. E aquela amizade, gradativamente vai crescendo até transformasse em um
grande amor, que sob o céu estrelado do Igarapé do Lago ocorre o primeiro toque
na mão, os olhares que se entrelaçam e surgia ali o primeiro beijo.
Com personalidade firme, reservada e discreta
a geminiana vai gradativamente conquistado o coração do talentoso e elegante
sagitariano. Assim, esse amor que
estavas escrito nas estrelas se consolida pela confiança e cumplicidade no
enlace matrimonial do casal Ben-Hur e Aspásia Stela.
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| Fonte: Biblioteca Elcy Lacerda |
Neste sentido, conforme publicado no Jornal “Amapá” edição N° 208, Anno IV, fl. 03 do dia 05 de Março de 1949 na coluna Proclamas de Casamento, o oficial do registro civil da Comarca de Macapá, Sr. Jaci Barata Jucá expedi o edital de proclamas no dia 18 de fevereiro de 1949. Com habilitação do casamento sendo publicada no Jornal “Amapá, edição N° 211 – Anno V – Fl. 03 do dia 26 de Março de 1949.
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| Foto: Blogue Porta retrato |
Ben-Hur e o primeiro que aparece segurando uma pasta
Como
em um conto de fadas, quando Aspásia foi transferida para Macapá é lotada na
escola Barão do Rio Branco para continuar no exercício da docência. Ben-Hur sem
pensar em mais nada, vende sua fazenda e seu comércio no Igarapé do Lago e
transfere-se com a esposa para Macapá, vindo a Trabalhar como escriturário no
Cartório Juca. Vivendo, então, feliz ao lado de seu amor e no convívio de seus
filhos, em sua casa, na Rua São José com Raimundo Álvares da Costa. Retornou
algumas vezes no Igarapé do Lago a passeio, mas feliz sua vida feliz ao lado da
mulher que ele sempre amou, Aspásia Stela.
“UM AMOR ESCRITO NAS ESTRELAS”
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| Foto: Blogue Tribuna Amapaense |
DANÇARINAS DO BATUQUE DO IGARAPÉ DO LAGO
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| Foto: SECULT/AP |
DANÇARINAS
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| Foto: SECULT/AP |
“Mulata bonita leva
ceia ao teu senhor
E não vai dizer que
cativeiro te enganou”
Sob as saias longas rodadas e coloridas com suas blusas
estampadas, revela-se a história de luta e resistência de
nossas negras, valentes guerreira que foram determinantes para consolidação de
nossa cultura. Nosso batuque do Igarapé do Lago nunca poderá esquecer nossas
grandes mulheres que no passado se notabilizaram dançando o nosso batuque,
dentre elas: Antônia Ribeiro, Piedade Macêdo, Joana Lau, Josefa Lau (Zezinha),
Everaldina Esteves, Marcelina Macêdo (Morena), Marieta Arrelias, Antônia Caprestana,
Joana Arrelias, Maria Esperança (Dedé), Felísia Lemos ( Lelè), Venina Barreto, Maria
Eunice, Maria Picanço (Mª do Neto), Maria Líbia, etc.
Nossas dançarinas mantêm viva as chamas da fé e devoção a
Nª. Sª. da Piedade, sendo inclusive em 2010 as personagens principais de um
documentário intitulado “As escravas da Mão de Deus”, gravado no Igarapé do
lago durante os festejos alusivos a Nª. Sª. da Piedade, com Direção de Áurea
Pinheiro e Cássia Moura é uma produção que teve o apoio do IPHAN/CNFCP. Assim, nossas homenagens vão para
todas essas mulheres que ajudam a fazer de nosso Batuque uma das maiores expressões
da cultura afro-amapaense.
sábado, 6 de junho de 2020
MOÇAS DO IGARAPÉ DO LAGO
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| Foto: Cirilo Simões |
Momento histórico registrado por Cirilo Simões durante os
festejos alusivos ao Divino Espirito Santo em 02.02.1960. É interessante
destacar que nesse dia ocorreu também a inauguração da primeira Usina de Força
e Luz, no Igarapé do Lago, esse evento marca o desperta do progresso na
Comunidade que vivia na penumbra do esquecimento até a chegada do Governo
Janary Nunes, que inicia uma sequência de visitas dele com a sua comitiva
governamental, o que continua com os governantes que lhe sucederam.
Essa imagem deixa nítido no próprio semblantes das moças
e crianças a grande expectativa que tinham com a melhoria da qualidade de vida
no Igarapé do Lago. Além de destacar as moças das principais famílias do
Igarapé do Lago, na época. Como filha do casal Lázaro Macêdo e Joana Lau
(Natalina), Filhas da Dona Beata (Julieta e Domingas), Astrogildo Freitas e
Chiquinha Paes (Maria da Luz), Raimundo Ataíde e Everaldina Esteves ( Elita e
Irecê), Benedito Fialho e Piedade Macêdo ( Anésia), Domingos Paulo e Isabel Queiroz (Deusarina), Raimundo
Paes e Antônia Ribeiro (Tereza), além dos familiares das crianças que não
conseguimos identificar.
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| Assinatura de Cirilo Simões |
quarta-feira, 3 de junho de 2020
CURIOSIDADES SOBRE A POSSE NAZARÉ
terça-feira, 2 de junho de 2020
IGARAPÉ DO LAGO DIVISÃO JUDICIÁRIA E SUBDISTRITAL
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| Fonte: Arquivo Público do Pará |
Você sabia?
O Igarapé do Lago desde do início do primeiro quartel do século XX, ocupava posição de destaque, quanto a circunscrição judiciária, sendo inclusive citado pelo governo do Estado do Pará no quesito Divisão Judiciaria e mencionado nos “Relatórios dos presidentes dos Estados Brasileiros” como 6ª circunscrição judiciária do município de Macapá. Neste sentido, o “Jornal do Comércio” de Manaus do dia 03.08.1922, na edição N° 6554 – Anno XIX – Fl. 01, informa a nomeação do Sr. João Batista de Azevedo Picanço, para exercer provisoriamente a função de Tabelião e escrivão da 6ª circunscrição (Igarapé do Lago). Assim, fora nomeado como suplentes os Srs. Capitão Raimundo Picanço e Elias Pires Nunes, que acredita-se que houve um erro de grafia no sobrenome que ao invés de ser “Pires” supõem-se que seja “Peres”, pois no Rio Vila Nova na entrada do Igarapé do Lago, havia nessa época um dito Elias Peres Nunes que havia comprado do Major Jacinto Salgado Alves Coelho a posse “Igarapé do Lago, cujo o local dessa propriedade era conhecido pelo povo da localidade como Boca do Lago. Analisando-se do ponto de vista da localização faz sentido pois esse senhor morava no Início do Igarapé do Lago parte sul, enquanto que Raimundo Picanço morava no extremo norte do Igarapé do Lago e assim certamente ficaria mais fácil manter o controle em toda a jurisdição territorial do Igarapé do Lago.
Nas edições C00081 de 1925, C00086 de 1930 do
Almanak Laemmert, aparece na planilha da Divisão Judiciária e administrativa do
Estado do Pará relacionado a Município/ Distritos e Circunscrições, consta o
Igarapé do Lago na jurisdição do Município de Macapá. Indicado como 6ª
circunscrição do território do Amapá.
Saiba mais
Para cumprir o que preconizava o decreto-lei n° 7578 de 23 de maio de 1945, que estabelecia a divisão administrativa e judiciária do Território Federal do Amapá, assinado pelo presidente Getúlio Vargas e publicado no diário oficial da união do dia 25 de julho de 1945 - Determinando que o Governador do Território dividisse os Distritos Municipais em Subdistritos. O governado Janary Nunes - publicou na edição n° 22 – Ano I – Páginas 3 e 4 do jornal “Amapá” de 18 de agosto de 1945 os decretos n° 31 de agosto de 1945 e o decreto n° 29 também de 10 de agosto de 1945. Esses decretos estabelecem que o Município de Macapá ficaria dividido em 4 subdistritos: Macapá, Macacoari, Pedreira e Igarapé do Lago. No qual a subdivisão do Subdistrito de Macapá com o Subdistrito do Igarapé do Lago começava no talvegue do Rio amazonas confronte a foz do braço de cima do Rio Matapi, seguia pelo álveo do referido rio, deixando para Macapá a Ilha de Santana, até sua nascente, e desta por uma reta até a divisa entre os distritos de Macapá e Ferreira Gomes. Ficando o Igarapé do Lago como uma dessas sede dos subdistritos.
sábado, 30 de maio de 2020
INAUGURAÇÃO DA USINA DE FORÇA E LUZ
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| Foto: Cirilo Simões |
INAUGURAÇÃO DA USINA DE FORÇA E LUZ
Essa imagem retrata um momento
histórico em que a população aguardava com ansiedade a inauguração da primeira
usina de força e luz do Igarapé do Lago, fato ocorrido no dia 02.02.1960, durante
a realização da Festividade em Honra ao Divino Espírito Santo. Esse registro
foi feito pelo Sr. Cirilo Simões que na época atuava como Sub prefeito do
Igarapé do Lago, foi servidor público do Território Federal do Amapá onde
desempenhava a função de Auxiliar de Tesoureiro. Aposentou-se em 1950 e em
meado dessa mesma década foi nomeado pela prefeitura do Município de Macapá
para ocupar o cargo de representante da Prefeitura naquela Comunidade.
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| Assinatura de Cirilo Simões |
quinta-feira, 28 de maio de 2020
CASEMIRO E PAULO DANTAS
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| Fotos cedidas pela Família Lau |
CASEMIRO LINO E PAULO DANTAS
Há
pessoas que passam por uma Comunidade de forma anônima, mas que dentro de suas
limitações contribuem com a história e com a cultura nosso povo. Casemiro Lino,
era um homem bastante introspectivo semblante carregado, sisudo e trombudo,
aparentemente parecia mal-humorado e sempre com o semblante fechado. Ele
alegava ter vindo de Mossoró e quando jovem ter sido cangaceiro no bando de lampião,
fato que deixava toda a garotada, daquela época, com medo. Andava quase sempre com
uma faca peixeira na cintura, com uma bainha de coro feita pelo seu “Zé Brito”.
Era um homem de pouca conversa, os poucos momentos que ele parecia com a feição
mais aberta e um semblante feliz era quando ele estava sentado na frente de sua
casa com Dona Brígida, sua esposa, ou quando retornava de suas pescarias e
estava lavando suas malhadeiras e depois tomando banho na ponte. Que aliás, só
conheci duas pessoas no Igarapé do Lago com um fôlego tão admirável Casemiro e “Reginaldo
Arrelias”, conhecido como “g” eram os únicos que atravessavam o igarapé mergulhando,
levantavam a mãe do outro lado e ainda submerso retornavam.
Paulo
Dantas é lembrado pelo povo do Igarapé do Lago, mais por suas historietas, seus
casos amorosos embaraçados e por suas peripécias e aventuras em suas pescarias
ou na época em que trabalhou com o senhor “Domingos Paulo”. Dantas era um homem
metido a galanteador, toda mulher solteira e bonita era por ele, nem que fosse
em pensamento, motivo de suas de suas grandes paixões, dizia que se apaixonava
com facilidade e por isso fazia várias declarações amorosas para moças de sua
época. Paulo Dantas era alegre, prestativo e de bem com a vida, pessoa de fácil
relacionamento respeitador, atencioso, gentil que conquista a atenção de todos
por sua gentileza. Casou-se com Dona Creuzete Gonçalves, mudou-se para Macapá teve
filhos e retornou ao Igarapé do Lago muitos anos depois, mas já estava bem
debilitado com uma série de comorbidade, algum tempo depois retornou à capital
onde faleceu.
quarta-feira, 27 de maio de 2020
JOVENS E ADULTOS DO IGARAPÉ DO LAGO 1948
JOVENS E ADULTOS DO IGARAPÉ DO LAGO
Imagem histórica de moradores do Igarapé do Lago, esse registro fotográfico foi feito pelo fotógrafo Osmar Nery Marinho no dia 04 de março de 1948, no dia da Inauguração da primeira unidade de ensino da comunidade, Escola Isolada mista do Igarapé do Lago. Esta fotografia contém os representantes das principais famílias do Igarapé do Lago, naquela época, família Macedo, Barreto, Picanço, Arrelias, Varela, Queiroz, Paes, Lemos, Gemaque, Ataíde, Dias e Abreu.
É
interessante destacar que essa fotografia o Deputado Coaracy Nunes deu, como
cortesia, para a Professora Aspásia Stela Marinho Ferreira, primeira professora
do sistema regular de ensino a atuar no Igarapé do Lago. Alguns anos mais tarde a professora Stela,
casa-se como o senhor Bem-Hur Correa Alves e passar a assinar com o sobrenome “Marinho
Alves”.
A professora Stela faz uma dedicatória nesta fotografia no dia 18/05/1948, enviando esta para sua mãe, mostrando algumas pessoas da comunidade e dá uma ênfase especial para seus dois alunos, Raimundo Nonato e Heitor.
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